Referência da Wikipedia:
Abū Hamīd bin Abū Bakr Ibrāhīm (born 1145-46 in Nishapur – died c. 1221), much better known by his pen-names Farīd ud-Dīn (Persian: فریدالدین) and ‘Attār (Persian: عطار - "the pharmacist"), was a Persian and Muslim poet, Sufi, theoretician of mysticism, and hagiographer.
Farid al-Din Attar(عطار نیشابوری en persa)( ou Fariduddin Attar) (Neishapour, Khorasan ca. 1142 - ca. 1230). Poeta mítico persa.
Mohamed ibn-Ibrahim era o verdadeiro nome deste comerciante de perfumes que viviu case un cento de anos e algúns especialistas cren que morreu durante a destrución da súa cidade polos invasores mongois.
Attar é un dos máis famosos poetas místicos de Irán. As súas obras inspiraron a Jalal al-Din Muhammad Rumi e moitos outros poetas místicos. Escribiu un centro de libros, dos que uns 30 chegaron a nós, o máis coñecido é Mantiq at-Tayr (A linguaxe dos paxaros), e destaca tamén Asrarnameh (O libro dos secretos)
Enviado por Alexandre Gomes em 2 junho, 2006 - 15:26
O senhor das moscas
“Se fizer uma revolução, a faça por diversão
Não a faça com a cara zangada
Nem a faça com mortal seriedade
Faça-a por diversão
(...)
Não a faça porque odeia as pessoas
mas para abrir seus olhos” (DH Lawrence, A Sane Revolution)
Enviado por Alexandre Gomes em 3 maio, 2005 - 00:34
Imagens de Deus
Alexandre Gomes
"As opiniões dos homens sobre Deus surgem apenas na imaginação deles, e é absurdo tentar deduzir alguma coisa do que dizem; bem ou mal, eles o disseram de si mesmos, Não de Deus" (Farid Ud-Din Attar, A conferências dos Pássaros)
Ao longo dos séculos os homens tem intuído a existência de um Ser Superior que criou o mundo e zela pelo Universo. É perceptível uma evolução deste conceito para formas cada vez mais abstratas, imateriais e sobretudo a crescente consciência de uma unidade.
Mesmo sob o clima de absoluto relativismo cultural que predomina na cultura pós-moderna, as pessoas intuem esta unidade da divindade como um conceito mais evoluído do que o da multiplicidade de deuses. No momento atual o mundo vive entre dois extremos quanto à questão religiosa, digladiam-se materialistas extremos para os quais a crença em Deus é uma superstição dos tempos de ignorância e fundamentalistas para os quais Deus é tudo e o que o homem faz não é senão a vontade d'Ele.
Enviado por Alexandre Gomes em 2 maio, 2005 - 06:22
Livros de insônia
Alexandre Gomes
Já citei inúmeras vezes aqui a frase de Borges segundo a qual mais do que escolas, ele foi educado por uma biblioteca. Há um outro aspecto desta frase, contudo, que eu não explorei. A leitura é geralmente vista como uma atividade de lazer, um modo agradável de passar o tempo, um meio para se conhecer o mundo numa viagem onírica (ainda que seja pelo sonho dos outros).
Mas reduzir a leitura, em especial de bons livros - cada vez mais raros - a simples hobby é não ser dotado da real capacidade de leitura. Ler é algo mais do que esta tarefa prosaica a qual se pode dedicar algumas horas vagas. Já houve quem tenha descrito o ofício de escritor como uma maldiçõa que impele o indivíduo a escrever, pouco se improtanto até mesmo se alguém vai ler, escreve porque para o verdadeiro escritor escrever é igual viver, ele é incapaz de conceber a vida sem escrever, assim como nào a concebe sem respirar.
Enviado por Alexandre Gomes em 2 maio, 2005 - 06:03
A aniquilação
Alexandre Gomes
"As opiniões dos homens sobre Deus surgem apenas na imaginação deles; e é absurdo tentar deduzir alguma coisa do que dizem: bem ou mal eles o disseram de si mesmos" ( Farid Attar, Mantiq ut-tair)
O homem sempre tentou entender a natureza da divindade, mas ao refletir sobre isto está condenado a limitar esta compreensão ao seu próprio universo de idéias e símbolos e portanto condenado ao fracasso. Aliás o termo refletir parece ser mais do que adequado porque em praticamente todos os casos o homem pensa ter visto Deus quando na verdade vê apenas o reflexo de si mesmo, de seus valores, paixões e personalidade.