Will Durant

O ideal e o possível

O ideal e o possível

O conceito de Ética em Sócrates, Platão e Aristóteles

"Se imaginais que, matando homens, evitareis que alguém vos repreenda a má vida, estais enganados; essa não é uma forma de libertação, nem é inteiramente eficaz, nem honrosa; esta outra, sim, é mais honrosa e mais fácil: em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível." (Palavras atribuídas a Sócrates por Platão, ao final do seu julgamento)

Sumário

Introdução *

Defina seus termos *

A sociedade perfeita *

Deus está morto?

Deus está morto?

"Tudo o que digo de Deus é um homem quem o diz" (Karl Barth)

Alexandre Gomes

Diariamente se reduz o espaço destinado a Deus no mundo por conta das novas descobertas da ciência que explicam uma nova faceta do Universo que pareça misteriosa aos nossos antepassados. Do infinitamente grande ao infinitamente pequeno, passando pelo milagre da vida, já não existem mais pontos nos quais o homem não tenha conseguido produzir avanços substanciais na sua dissecação do universo.

Um dos poucos refúgios da divindade nas mentes do público comum é a pretensa ordem encontrada na criação e no universo, as milhares de espécies que parecem tão adaptadas ao seu ambiente, as engrenagens miraculosas do universo prestes a serem desvendadas numa equação que o físico americano Stephen Hawkins chamou de "Lei de tudo" (Law of everything) que unifique a Teoria Geral da Relatividade com a Mecânica Quântica.

A seleção natural das religiões

A seleção natural das religiões

Alexandre Gomes

"Onde existem mil crenças, tendemos a nos tornar céticos em relação a todas elas" (Will Durant, A História da Filosofia)

A religião ocupa um espaço muito peculiar como objeto de estudo. Poucos temas foram tão abordados quanto ela - notadamente pelas ciências sociais - mas igualmente sobre poucos se tem chegado a alguma análise razoável. Falta um modelo teórico que de conta da complexidade do fenômeno religioso - e da religiosidade em particular - e sobram doses monumentais de um arraigado preconceito quanto à religião que caracteriza a mentalidade ocidental.

Contos de terror

Contos de terror

Alexandre Gomes

Contos de terror são considerados, assim como os romances policiais e de ficção científica, categorias menores da literatura por um postulado cuja principal utilidade é o de ser desmentido pela crítica em alguns casos excepcionais. O cinema deu uma nova vida ao "ramo", mas ao mesmo tempo parece ter lhe roubado a alma, transformando o gênero em mera oportunidade para a exibição de efeitos especiais tão numerosos que lhe tiram o caráter assombroso derivado justamente da surpresa e raridade.
Os mestres do conto de terror, seus pais, foram certamente Nathaniel Hawthorne e Edgar Allan Poe, dois americanos do século passado que inventaram a imensa maioria dos artifícios da arte e as ferramentas essenciais do ofício. Praticamente contemporâneos, além de conterrâneos, eles seguem, contudo, linhas diametralmente opostos. O horror de Poe é essencialmente descritivo, reside na força que faz as cenas da "Queda da Casa de Usher" ou as vítimas dos "Crimes da Rua Morgue" ou o terrível "O Gato Preto" pularem do livro para a realidade, impressionando até o leitor mais distraído.

Existe uma filosofia Islâmica?

Existe uma filosofia Islâmica?

Apresentação

Mutilação necessária

Em sua História da Filosofia, Will Durant, dedica uma única linha para falar da filosofia islâmica, ainda assim para dizer apenas que "no Século XIII, toda a Cristandade ficou assustada e estimulada por traduções árabes e judaicas de Aristóteles". Outros atribuem um papel grandioso à filosofia e a Cultura islâmica e a colocam de forma exagerada como motor do Renascimento Europeu, como Asin Palácios ao atribuir a Divina Comédia a um plágio de Dante a um poeta persa.

Não é estranho, portanto que Dante tenha colocado no Limbo, no setor onde havia um grande clarão, junto com Sócrates, Platão e Aristóteles os dois principais filósofos árabes, ibn Sina (Avicena) e Rushd - Inferno, Canto IV, versos 142 a 144. E que ainda por cima tenha acrescentado ao nome de Rushd o epíteto de autor de grandes obras numa referências aos seus comentários de Aristóteles.

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