José Ortega y Gasset, Monteiro Lobato, Naguib Mahfouz, Ruyard Kipling, Oliver Shanti, Desmond Morris, Jalaluddin Rumi, Oliviero Toscani, Frithjof Schuon, Marcia Nestardo, Stuart Mil, Platão de Atenas, Ruth Benedict, Philip Coombs, Miguel de Cervantes Saavedra, Aldous Huxley, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes, Sócrates, Aristóteles, Arnold Hauser, Friedrich Wilhelm Nietzsche, Shakespeare, Akira Kurosawa, Omar Khayyam, Rabi'a al-Adawiyya, Edward Marlborough FitzGerald, Jorge Luis Borge, Mario Covas, Marcio Moreira Alves, DH Lawrence, Swedenborg, Farid ud-din Attar, Marcelo Dantas, René Guénon, Platão, Sófocles, Eurípides, José Police Neto, Poetas, Omar Khayyam, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Ortega y Gasset, Hesse, Coombs

Guerra e Paz

Por desconhecer tudo isso, que é elementar, o pacifismo tornou sua tarefa demasiado fácil. Pensou que para eliminar a guerra bastava não fazê-la ou, em suma, trabalhar em que não se fizesse. Como via nela apenas uma excrescência supérflua e mórbida aparecida no trato humano, creu que bastava extirpá-la e que não era necessário substituí-la. Mas o enorme esforço que é a guerra, só pode ser evitado se se entende por paz um esforço ainda maior, um sistema de esforços complicadíssimos, e que, em parte, requerem a venturosa intervenção do gênio. O outro é puro erro. O outro é interpretar a paz como o simples vazio que a guerra deixaria se desaparecesse; portanto, ignorar que se a guerra é uma coisa que se faz, também a paz é uma coisa que importa fazer, que há que fabricar, pondo na faina todas as potências humanas. A paz não "está aí", simplesmente, pronta para que o homem a goze. A paz não é fruto espontâneo de nenhuma árvore. Nada importante é apresentado ao homem; pelo contrário, tem ele de fazê-lo, de construí-lo. Por isso, o título mais claro de nossa espécie é ser homo faber. “ (Ortega y Gasset, A Rebelião das massas)

Já disse em inúmeras oportunidades que os melhores livros contra a guerra foram os escritos por soldados. Nada de Novo no Front escrito por um ex-soldado de pouca instrução é muito mais convincente do que mil tratados pacifistas calmamente escritos em gabinetes refrigerados de ministérios. Vivemos numa era em que boas intenções e más ações convivem e se misturam não só por hipocrisia mas também pela falta de coragem de pensar.

O discurso pacifista parece ser algo impossível de se atacar, afinal quem quer a guerra e todas as tragédias que ela traz? A questão, como bem aponta Ortega y Gasset, é que sob o rótulo de pacifismo combinam-se as mais várias visões de mundo, boa parte delas equivocada ao menos em alguns pontos.

O senhor das moscas

O senhor das moscas

“Se fizer uma revolução, a faça por diversão
Não a faça com a cara zangada
Nem a faça com mortal seriedade
Faça-a por diversão
(...)
Não a faça porque odeia as pessoas
mas para abrir seus olhos” (DH Lawrence, A Sane Revolution)

Divulgar conteúdo