Tolstoi

O eloquente silêncio de Tchekhov

O eloquente silêncio de Tchekhov

Alexandre Gomes

"Há muitos contos e artigos de fundo meus que eu com muito gosto jogaria fora como imprestáveis, mas não tenho nennhuma linha da qual possa me envergonhar" (Tchekhov)

O autor russo Anton Tchekhov (1860-1904) reúne sobre si visões não só distintas como diametralmente opostas. Admirado por quase todos os escritores que o antecederam ou o sucederam, nunca conseguiu grande êxito de público e só anos após a sua morte suas peças de teatro começaram a fazer algum sucesso.
Tanto seus contos como suas peças tiveram uma importância fundamental na construção da literatura e dramaturgia modernas. Meticuloso no texto - e talvez por isso tão admirado pelos homens de letras - Tchekhov descobriu todo o poder do silêncio, geralmente elemento essencial de suas peças de teatro.

A persistente flor Tchetchena

A persistente flor Tchetchena

Hilal Skandar

Não é de hoje que os russos enfrentam problemas por tentarem impor seu domínio sobre o altivo povo do Cáucaso. Em meados do século passado as tropas czaristas penaram por quase três décadas para tentar submeter os mesmos tchetchenos que hoje ousam enfrentar o grande urso.

Leon Tolstói descreveu com o vigor de sua pena e o fervor de sua ética pacífica a luta dos caucasianos para se manterem livres em sua novela histórica Khadjji Murat. No livro ele compara o povo tchetcheno a duas flores que encontra pelo caminho, a primeira planta só permite que sua flor seja retirada depois de muita luta com os espinhos, mas uma vez retirada do rígido caule deixa de ter qualquer valor ou beleza para quem a colheu.

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