Um antigo templo na floresta

À sabedoria

O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta."
(Fernando Pessoa)

Senti seu olhar de brâmane
Por detrás da floresta densa
Lá das ruínas perdidas
Onde habitam mitos.

Não compreendi
O sentido e finalidade
Daquele olhar
Mas soube não ser vão.

Disperso e distraido que sou,
Ainda assim ouvi
Quem esperava à soleira
Sem bater.

Quem sabe desperto
Encontre o caminho,
Oculto na selva,
Até o santuário.

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