Renovando esperanças

Não tenho tido muito tempo para escrever no blog por conta da multidão de novas tarefas, pessoas, conhecimentos que estão na minha frente. Não deu nem para registrar, como eu queria, a passagem do primeiro aniversário da atividade constante do blog. O ano anterior, como eu já disse antes, foi muito o “ano do blog” na minha vida porque ele teve um papel importante, canalizador, de várias coisas que aconteceram pela minha vida.
A este “ano da palavra” parece que vai se suceder um “ano do poder” porque a minha paixão pela política – pela grande política, claro – voltou de um lado empurrada por minha vontade de fazer algo objetivo e de outro pelas circunstâncias que me levaram a encontrar pessoas que compartilham não de uma mesma visão – porque nada pior que um grupo com um olhar estreito e monolítico - mas do mesmo sentido de dever.
Esta retomada da “vontade de fazer grandes coisas” – parafraseando a definição de povo de Renan – não chegou a ser fortuita, mas construiu-se de tantos fatos díspares, mais ou menos imprevistos, tantos bons e maus encontros, tantas coincidências, que só posso ver na situação aquela mão do Destino atendendo a tantas preces que fiz para que me fosse apontado o caminho para o qual eu pudesse ser mais útil e delineasse a minha missão.
Mais uma vez sou preenchido pro aquela fantástica sensação de que é o caminho que nos escolhe, não nós que o escolhemos.
No meio deste pequeno mas aguerrido Exército de Novo Tipo para o qual as circunstâncias me alistaram eu sinto renovadas as esperanças de construir o novo e ao mesmo tempo resgatar aquilo que nunca devia ter deixado de ser.
Não sei se o caminho que percorremos é a esperança de recuperar a grande política perdida no meio dos pragmatismos e “idealismos de resultado” ou se é uma brancaleonesca tentativa de reconstruir uma época que não existe mais; enfim, não sei se remamos contra ou a favor da maré da história.
Mas meu coração se encheu de alegria quando o deputado programou todas as semanas uma reunião com todas as pessoas do gabinete – assessores, motorista, secretárias - não para discutir estratégias eleitorais, tarefas cotidianas ou qualquer coisa assim, mas para ler, estudar e debater textos de pensadores diversos que irão orientar a formulação de propostas da semana seguinte. É esta sensação de que não se é um operário apertando uma engrenagem na esteira rolante, mas que cada uma das pessoas que trabalham comigo tem um compromisso com um ideal mais elevado que me abastece as esperanças de que a mudança é possível.

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