Meditação sobre um trecho de Laylat e Majnun de Rumi
"Toda noite, espíritos são libertados dessa jaula,
E tornados livres, sem comandar nem ser comandados.
De noite, o prisioneiro não tem consciência de sua prisão,
De noite o rei não tem consciência de sua majestade."(Rumi)
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
A voz ecoa no vazio da noite
Desfiando as contas imaginárias
Que eu até ouço
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Nada é o que parece
A escuridão só oculta
O que vemos
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Leva noite, leva,
Tudo que penso saber,
Para me despir dos véus
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
A respiração, o ritmo
A embriagues da paixão
A imersão sem medo
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Viajar na escuridão
Não é como passear na luz
Só no amor, a coragem
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
De coração apertado
Desço a escada escura
Da masmorra
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Deixo lá tudo que sei
E penso que sei
Para alcançar a Sabedoria
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
E ela me envolve
Como uma deusa colérica
Lutando com o caos
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Profana meu medo
Obscurece minha visão
para que eu enxergue
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
La illaha illah, la illaha illah, la illaha illaha
Ofegante me refaço, coração disparado
A paz do terrífico
Abro a janela
e lá num céu distante
Vejo a estrela da manhã
Sair de trás das nuvens!

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