Lendo o rubayyiat de Khayyam

Lá pelo vigésimo rubai,
Eu penso no poeta persa
Escrevendo poemas nas horas vagas
Quando não olha o céu para fazer
Cálculos astronômicos ou preparar horóscopos
Para os poderosos com quem despacha.

Entre uma equação cúbica e um ofício,
Ele tinha sempre espaço para um rubai,
Uma taça de vinho, um beijo.
Invejo esta multiplicidade e unidade,
De tantas personagens, todas livres,
Das aflições da eternidade!

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