Arqueologia pessoal
Arqueologia pessoal
Acho que este é o primeiro post que tem realmente cara de blog, os demais devem ser algo como blog daquele personagem de Hesse que vive cercado por uma muralha de livros. Mas não é uma “mudança de linha editorial”, apenas uma variação aleatória...
Procurando alguma outra coisa encontrei o fotolog de uma antiga colega de escola, lá daquela época na pré-história que morava em São Carlos, estudava no Álvaro Guião, mais conhecido como “Instituto” e era adolescente – ou seja, estava ferrado. Não tenho nenhuma saudade da minha adolescência, nem de São Carlos e muito menos do “Instituto” - aliás até hoje tenho um pesadelo recorrente de que por algum problema burocrico sou obrigado a volar a estudar lá, o que talvez indique que há alguns traumas não superados. Mas tenho saudades de alguns poucos amigos e colegas com os quais convivi talvez menos do que deveria.
Então tive a idéia de vasculhar os artefatos do meu passado e fazer uma arqueologia pessoal tentando encontrar velhos colegas e amigos. Não tive muito sucesso com os colegas de escola, encontrei apenas alguns poucos, mas chegando a uma época nem tão antiga assim encontrei vários colegas de trabalho e grandes amigos que não via há tempos, em especial da época do jornal Primeira Página.
Também aproveitei para encontrar os parentes queridos, como a minha irmã e a minha prima, que por sinal casou-se neste sábado passado.
Mesmo sempre tendo sido entusiasta da tecnologia e da Internet desde a idade do chip lascado até eu fiquei surpreso com a facilidade de encontrar pessoas que há séculos não via e com a rapidez das respostas que recebi. Até achei que devo me dedicar mais a minha conta do Orkut, que criei há meses mas nunca dei muita bola.

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