O tempo do silêncio vai se quebrando
As últimas chuvas da estação
Libertarão a torrente
Ávida da palavra
Como algum profeta apocalíptico
O silente sabe
Que seu tempo de regência se finda
Tentará usurpar o trono
Ou cederá o cetro?
Será o silêncio dos covardes
Ou dos prudentes?