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VIDA NO CAMPO II

AUREA TERRANOVA DE ALEXANDRIA - 24 maio, 2009 - 17:22
O sonho expresso por Zé Rodrix em sua famosa canção - mais conhecida na voz de Elis Regina -, é o sonho de todos nós. Afinal, temos saudade do campo desde que nascemos, e mesmo que seja em ambiente urbano e enfumaçado. Acabo de ver que já faz mais de dois anos desde a última vez em que aqui coloquei a caneta virtual pra trabalhar. E já faz o mesmo tempo desde a decisão de transferir mala e cuia para minha casa no campo. Esse sonho, realizado sem firme convicção, trouxe novo eixo para minha existência. A cada manhã agradeço. A cada entardecer. Uma vez no campo, nunca mais na cidade.

Em Construção

Vida, Amor e Riso - 8 maio, 2009 - 07:55
Passei a vida toda na ânsia permanente de aprender, experimentar, absorver, fagocitar. De comida, cultura, sensações, lugares, músicas, filmes, livros, pessoas e valores, princípios, sentimentos, tudo para escolher criteriosamente do que eu me construiria, a que eu seria permeável e aderente, quais seriam meus alicerces, minhas colunas, minhas vigas, paredes e como eu me decoraria, quais seriam os meus tapetes, meus quadros, meus lençóis, cortinas, de que cor seriam meus cômodos, que plantas cresceriam viçosas dentro de mim, quais as que se adaptariam às minhas condições climáticas, se o melhor seria uma piscina ou um gazebo.Hoje olho do que me fiz e no que resultou meu esforço. Penso que aproveitei bem todos os materiais, mesmo as pedras, o aço, o concreto foram úteis e necessários. A obra está e sempre estará inacabada, estou satisfeita de ter levado a vida toda para me tornar o que sou hoje. Eu me habito com satisfação e espero a hora de abrir novamente as portas para dividir esse pouco do muito de tudo de que sou feita.

Parir de mim

Vida, Amor e Riso - 6 maio, 2009 - 11:49
Vinte anos. É um revertério em todas as concepções biológicas, mas não do ponto de vista do sentimento humano, nascer com esta idade. Abrir os olhos para a vida e descobrir-se pessoa, dando seu primeiro vagido. Retumbante perante o mundo, ensurdecedor para ouvidos surpresos, imprevisto para os desatentos com a gestação que se operava dentro de mim, num processo de renascer que estava latente, pré-concebido, mas aguardando ainda forças de um parto psicológico em que a mocidade me prepara para ser mãe, ser filha e a nova mulher que quero ser. O nascedouro de mim mesma não é em cima de lençóis frescos. As luzes que me iluminam o nascer não estão alinhadas no teto do quarto. Brilha a minha ânsia de uma felicidade que sonho, que ainda desejo ter, não obstante a negritude dos caminhos que eu percorri. Não há quem me assista neste trabalho de parto emocional, mas a força que me faz nascer é gigantesca, oriunda das entranhas de mim mesma, em que salto do ventre em que me escondi para a vida que quero viver. Nasço de mim com as experiências que tive, e com as quais aprendi. Sou resultado e resposta de tudo quanto enfrentei, daquilo que eu sofri, das lutas que empreendi, das mágoas que acumulei, dos erros que cometi, dos sonhos que acalentei e da ousadia que me faz mudar, buscar caminhos, alterar a rota e renascer, como quem vem ao mundo pela primeira vez. Não jorra sangue neste parir de mim. Ele vibra em meu corpo quente e ansioso, sem medo de querer e de assumir todas as energias e de viver todas as carícias. Estou pelo avesso, reverso do que fui nas minhas angústias insolúveis, oposta a todos os medos que me trancafiaram por anos incontáveis e não vividos. Assumo o lado contrário de sofrimentos que não desejei ter, mas que acatei, submissa e desencorajada. Reverti minhas sinas e desacatei meu destino para cumprir outra trilha, a revivescer. E cultivo, olhos abertos para um mundo que quero descobrir, anseios novos, emoções múltiplas, objetivos renovados. Estive grávida desta nova pessoa durante a infância que vivi, na adolescência aprisionada por conceitos que não discuti, e agora na idade adulta que me subjuga à vida que se compõe para mim. E descubro, com o coração aos pulos, que ainda há tempo de existir a pessoa que desejo ser. Sem as amarras do medo que não me permitiam ousar. Sem receios de enfrentar meus desafios. Sem incertezas sobre o que quero buscar. E sabendo que posso descobrir-me inteira, apesar de todas as dores que vivi. O cordão umbilical que se rompe solta os grilhões que, antes pesados, agora são frágeis. E percebo que tudo depende de mim. Contentar-me com a sobrevivência tépida de quem se conforma com a desilusão ou viver a coragem de fazer-me feliz. Texto escrito no ano de 1986)Amigos e amigas, obrigada, muito obrigada pelo carinho de vocês."O texto “Parir de Mim” é o parto de todos nós, é alento, é incentivo! É para ser lido, relido e degustado. Em cada linha, cada palavra, lá estão o amor e a vida, tão bem lembrados. Tratados com esmero, com profundidade, e, principalmente, com a coragem de quem está aqui não apenas para sobreviver. A vida é virada ao avesso. Os sentimentos, revisitados. Mas o texto nos conduz naturalmente à reflexão – sem sacrifícios – já que as palavras fluem fáceis e faceiras."Marly GomesBrasília/DF"Se uma centena de pessoas ler o que você escreve menina, entenderá que vc é capaz de dizer a todos o que diria individualmente para cada um. Somente as pessoas especiais são capazes desse mistério. Sinto-me privilegiado por ter sido um dos escolhidos. Você sente e nos faz sentir o que sente. Escreve o que gostaríamos de dizer e traduz os nossos sentimentos emprestando-nos sua alma para suspirarmos o amor que precisamos sentir." Orlando Renato WatProfessor e JornalistaSão Paulo- SP "Amiga querida, vc escreve as suas crônicas com uma doçura e, ao mesmo tempo, com uma firmeza invejáveis. Não tem medo de se expor, e a gente se encanta, a cada linha, com sua autenticidade, com seu jeito de ser plena nas suas luzes e nas suas brumas. É por isso que eu adoro vc minha amiga, e dou graças aos céus por ter sua amizade. Sucesso sempre, minha querida! A gente te ama muito!"Bruna SanchezAvaré-SP"À medida que, brilhantemente, Verônica escreve sobre o seu cotidiano, nós nos projetamos nela e nos esmiuçamos, nos dando conta de que não sabemos por que (ou sabemos?) existem sensações que já não sentimos mais em nossos corações. Corações frios, que nem sabem mais chorar. À medida que nos identificamos com eles, esses textos são capazes de nos devolver o coração. Coração de gente que se emociona, humana, viva e, se possível, feliz."Paulo César Pironti São Paulo-SP"Vit, recebo seus textos, leio, e aos domingos procuro com avidez reler novamente. Leio seus artigos para matar a sede das palavras, e isto só é possível porque seus textos transmitem a nítida sensação que brotam do seu coração, afável e sincero." Carlos Alberto Bell (por e-mail)"Vit, talvez este não seja necessário que você aceite e nem publique, afinal, não passará de um desabafo carinhoso de um menino bancando o tiete pra cima de você, enfim... Seus textos me envolvem de tão maneira que, às vezes, surpreendo-me debaixo do edredon, agarrando um travesseiro, olhando com lágrimas nos olhos para a tela do notebook que adormece ali mesmo ao lado de uma caneca transbordando de café, e eu... adormeço junto. Vit, seu último texto sobre a Paixão é daqueles que eu indico a primeira fala, oi, prazer, sou eduardo, du, leu os textos da Vit? leia! Hehehe, tornou-se motivo para aproximação e para presentear aqueles que quero bem. Suas palavras socam nos meus ouvidos, daquelas que estamos procurando nos mais escuros becos e achamos ali, nas suas linhas despretenciosas e carinhosas... pelo menos assim as encaro. Passei a abraçar mais depois de lê-la, a encarar melhor as minhas palavras também. A enviar mais e-mails e mais mensagens de carinho. A surpreender quem eu bem quero com mensagens pelo correiro (sim, uso o correio) ou com um telefonema de madrugada. Com pizzas amanhecidas e trufas de uma vizinha que bem sabe fazê-las. Vit, é em sues textos que me apego na boca da noite, com uma taça de vinho nas mãos. Tem gente que lê um versículo da bíblia, eu leio um capítulo da minha... seus textos e depois deito... não antes de ver ou um episódio de bewitched, de friends, sex and the city ou brothers and sisters. Você se tornou uma rotina boa para mim, e depois, um seriado para melhor dormir. Obrigado pelas palavras que me ensinam de um jeito ou de outro, parabéns, beijos,"Du"Tua reflexão ou conclusãoÉ minha grande e única satisfaçãoSemanal -- Parabéns -- Continua."Carlos (Por e-mail) Caçapava -SP"Vit já li seus escritos no encontro do grupo que participo, e todos ficaram emocionados... fez muito bem a todos nós! Compartilhei com minha avó, tia e primas, todos acharam maravilhosas suas palavras"CristianeCaçapava-SP"Verônica, quando leio seus textos parece que em muitos parágrafos vejo a minha vida sendo contada por você. Agradeço muito as sábias palavras que nos oferece.Um grande abraço da sua leitora."Dienifer (por e-mail) São Paulo-SP"Vit! Eu sou uma admiradora do teu trabalho...amo tudo que tu escreves. O que me fez admirar teu trabalho foi que eu me identifico muito com tudo que tu escreves...muitas lágrimas eu derramei lendo seus textos. Eu tinha de dizer para ti que as coisas que tu escreves mexem conosco! Quantas pessoas como eu também esperam ansiosas para ler teus escritos. Amo demais o que tu escreves...parece até que tu escreves especialmente para mim. Obrigada. Um grande abraço. Saudades de vc!"Fabiana Florianópolis-SC"Em sua alma está sedimentada a guerreira que és. Receba minha admiração."Jayme (por e-mail)São Paulo-SP"Verônica! Sempre admirei as pessoas que escrevem: crônicas, poesias, artigos, letras. Sempre gostei de ler e algumas vezes até arrisquei-me por esse caminho, mas o que realmente me impressiona é a capacidade que alguns têm de concretizar com palavras escritas os sentimentos. Sentimentos que não são meus ou teus, são universais, estão no ar, prontos para serem captados por alguma antena receptora. Digo isso por não ser a primeira vez que leio seus textos, que recebo de uma amiga. A Razão que tu escreves, e me identifico ou a algum período da minha vida, assim como já escutei minha história em alguma música ou li em alguma poesia. É estranho e fascinante! Precisava dizer-lhe isso. Um abraço."Jovane (por e-mail) Sorocaba-SP"Verônica, você merece todos os elogios, todos os adjetivos construtivos. Não sei qual é a dor do parto natural, mas comungo com você a dor do parto que é ir ao encontro do eu, da descoberta do que somos. P.S. Sou amiga da sua sobrinha Flavia, e agora sua admiradora!"Juliana (por e-mail) Brasília/DF"Menina, sou tua fã, adoro as tuas mensagens de vida, de amor, de simplicidade.Consegues tocar fundo na alma, no coração, sabes exatamente daquilo que a gente está precisando ouvir"Maria (por e-mail) "Quero dizer que acho um espetáculo teus escritos. Eu e minha mãe sempre lemos e debatemos o tema escolhido. Parece-me que sabes exatamente o que estamos sentindo, quando escreves! Teu texto é fantástico. Grande beijo e desejos de muito sucesso!!"Mariana (por e-mail) Vinhedo-SP"Me recordo que no Colégio todos queriam tirar cópia do artigo, pois acharam muito bom. Você continua a mesma menina talentosa que conheci."Renato (por e-mail)São Paulo / SP"Admiro muito seus textos e sua capacidade de expressão, a qual permite que o leitor identifique-se com suas palavras, mais uma vez. Parabéns!"Agostinho Stos.São Paulo/SP

Metamorfose

Vida, Amor e Riso - 5 maio, 2009 - 13:07
Ela pegou o instante entre o polegar e o indicador, pelo fio que o ligava ao tempo e ele foi apartado para sempre e tornou-se só seu e, nisso, se olhou no espelho. Viu-se bela como nunca mais voltaria a ver-se. Nela coexistiam, naquele frêmito de instante, a mulher que ainda não era e logo seria e a menina que ainda era e logo deixaria de ser. Seu corpo era um todo de si e a si mesma pertencia, lúcido, repleto, inteiro, com todos os olhos do mundo lhe reconhecendo o prazer de existir ciente de suas possibilidades, das dores porvindas, dos gozos em promessa, da vida em maiúscula.Tinha ali naquele instante uma plenitude de razão e sentir que lhe inundava e vestia. O feminino lhe desbordava e cobria-lhe de boas vindas. Olhou o instante, aquela pequena gota translúcida, e nele entendeu de si e das coisas que lhe rodeavam. Entendeu a tristeza que andara rondando-lhe a alma como augúrios que antecipam os grandes cataclismos e sorriu da incompreensão que experimentara e da ingenuidade que lhe trouxera até ali. Sorriu, mãe de si mesma, das tolices doces que cometera, e seu perdão era de uma misericórdia morna, era de uma absolvição sem penitência, sem culpas nem promessas de castigo.Ainda não conhecia as crueldades do tempo. Sentiu que a emoção lhe escalava a pele, ouriçando pêlos e acariciando-lhe pernas, braços, nuca e viu que não tardaria mais que mais alguma fração daquele instante, daquela diminuta porção de vida até que ele lhe separasse para sempre em porções distintas e inconciliáveis. Amou-se mansa e pequena, menina de dúvidas, de tristezas atrozes, de choro incontido. Amou-se só e bela naquele banheiro úmido repleto do instante prestes a se desfazer.Tentou guardar o relicário daquele momento, gravar a impressão dessa mistura rara que em si se fazia e que já começava a decantar densidades e levezas. Queria lembrar o quanto de tudo um dia teria sido, num breve instante pego entre dedos. Seus olhos abriram-se mais como pernas que esperam a chegada da fecundidade e seu corpo estava repleto de bocas à espera do novo, imenso ninho de pássaros famintos no qual uma dor aguda e afiada vinha abrindo caminho de dentro para fora. A dor de existir outra, de parir uma nova de si, doía entre encanto e surpresa, entre medo e um orgulho manso de se ver fêmea. Curvou-se sobre si mesma como se ainda tentasse reter o que rebentava e fugia da intimidade do ventre vivo e reparou no sangue que lhe escorria rubro e quente, anunciando o fim da infância. Tornara-se mulher.(Texto escrito em abril de 1980)

Estamos de mudança: - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 14 dezembro, 2008 - 22:13
http://acaricatura.blogspot.com     Leia mais...

Midas - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 10 dezembro, 2008 - 16:23
  Olá, amigos d'A Caricatura. Hoje tenho uma ilustração nem tão caricata, apesar de, acredito, carregada na expressão - como é característica de meu estilo. Midas Leia mais...

Ilustração para evento Vivo - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 8 dezembro, 2008 - 22:33
Olá, amigos d'A Caricatura. Eis a rápida ilustração que fiz para a Vivo - em decorrência de avento no qual fiz mais de 600 caricaturas em outubro. Não chega a ser uma auto-caricatura, Leia mais...

Caricatura de Celso Furtado - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 23 novembro, 2008 - 02:36
Olá, ridentes!A feitura dessa caricatura foi uma grande fonte de prazer; tive a honra de receber tal encomenda da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde ficará exposta. Foram 4 dias de trabalho para chegar ao Leia mais...

Endereço do novo blog! - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 19 novembro, 2008 - 17:56
Olá, amigos d'Acaricatura.Acabei de montar um blog novo, onde pretendo congregar maior quantidade de dados acerca dessa minha paixão que é a caricatura:http://acaricatura.blogspot.comVisitem e postem os comentários.Por enquanto esse blog zip.net, já conhecido de vocês, ficará Leia mais...

Drummond - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 4 novembro, 2008 - 14:28
Gosto muito dessa caricatura de Drummond; faz parte de meu livro 50 Razões para Rir em Nanquim (brevemente em todas as boas casas de alfarrábios).Com o tempo fui aprendendo que o nanquim, por não ter a expressão que a cor Leia mais...

Capa da Revista Profissional e Negócios - Autor(Toni DAgostinho)

A Caricatura - 24 outubro, 2008 - 17:30
Olá, amigos d'A Caricatura.Acabei de fazer nova capa da Revista Profissional e Negócios. Confiram, está nas bancas.Em breve lançarei novo site Leia mais...

- Autor(bruxa aprendiz)

Marisa Zanir - 9 outubro, 2008 - 01:08
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