Reflexões do cotidiano

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A política precisa de mais política

Desde a primeira campanha eleitoral que participei, em 1982, venho sentindo o processo eleitoral se deteriorar. Para quem acredita que política se faz com propostas e história que dão credibilidade a estas propostas ver que o processo eleitoral hoje está mais preocupada com planilhas e produz textos cada vez mais curtos, não por serem sintéticos mas por serem vazios, dói muito fundo no peito.

Aniversário de cidadania

O blog tem sido deixado um pouco de lado nestes últimos dois anos. Nem tanto pela falta de tempo, desculpa usual, ainda que de fato tenha faltado tempo nem tanto para escrever mas para refletir com calma no meio do calor de tantas batalhas. Não foi também por falta de assunto porque foi um período de muito estudo, discussões intermináveis, aprendizado dia a dia, reflexão a cada ação.

Distribuição das Áreas de ZEIS segundo PLano Diretor 2013 proposto pela Prefeitura Municipal de São Paulo (PL 688/2013)

Apresentação apontando a distância entre o discurso e o que está efetivamente escrito no papel no PL 688/2013.
Não só se mantém o "Muro da Vergonha" como ele se eleva com a pouca aderência entre as áreas de ZEIS e os Eixos de Estruturação nos quais se dá grande incentivo à construção (Coeficiente de aproveitamento 4).
Também importante destacar que a maior parte das ZEIS previstas são ZEIS-1, ou seja comunidades que já existem morando em assentamentos precários, que foram apenas reconhecidas pelo Poder Público.

A Reforma Política ficou velha?

 

 

A primeira questão em relação à Reforma Política, adiada desde os debates da Constituinte de 87-88, é que quase tudo que se diz a respeito ficou velho demais para esta segunda década do século XXI. Aquilo que era um avanço há 25 anos hoje já pode ser um retrocesso levando-se em conta a era da informação e as conquistas já obtidas em termos de Controle Social.

A guerra, as ruas e a tribuna

A política desde tempos imemoriais não é capaz de libertar-se das metáforas de origem militar para definir-se e conceituar-se não só nos momentos da luta política, que mais se assemelha à guerra, mas dentro da sua própria expressão cotidiana. Os próprios conceitos fundamentais de tática, estratégia e objetivos estão profundamente enraizados ainda na sua origem militar e a ação política está sujeita às mesmas decisões e dilemas que estão associados à doutrina militar.

A voz das ruas

 

 

Não adianta tentar compreender a voz das ruas à luz das pragmáticas análises conjunturais de poder nas quais se transformou a luta política. É necessário resgatar no passado a experiência e conhecimento dos tempos nos quais a política vivia nas ruas, alimentava e era alimentada pelos sonhos das massas, queria elevar o nível de consciência destas massas para dar a elas a condição de cidadão e, neste processo, aprofundava a própria experiência da ação política.

Um texto para desagradar a todos

A tentativa de apropriação da mobilização popular por setores conservadoras, com a clara participação de tropas de assalto de skinheads neonazistas, é um motivo de preocupação e sem dúvida necessita de uma análise mais profunda – a qual nunca dispensa a autocrítica. Porém é também necessário dizer que a tentativa de apropriação também foi feita por aqueles segmentos contaminados com o governismo, a doença senil do esquerdismo atual, o qual por sua vez apressou-se em condenar os novos métodos de organização e mobilização do MPL como produtores do efeito trágico.

Verás que um filho teu não foge à luta

Com que então libertos, hein? Falemos de política, discutamos de política, escrevamos de política, vivamos quotidianamente o regressar da política à posse de cada um, essa coisa de cada um que era tratada como propriedade do paizinho. (...) E aprendamos que, em política, a arte maior é a de exigir a lua não para tê-la ou ficar numa fúria por não tê-la, mas como ponto de partida para ganhar-se, do compromisso,uma boa lâmpada de sala, que ilumine a todos. (...)

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