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Distribuição das Áreas de ZEIS segundo PLano Diretor 2013 proposto pela Prefeitura Municipal de São Paulo (PL 688/2013)

Apresentação apontando a distância entre o discurso e o que está efetivamente escrito no papel no PL 688/2013.
Não só se mantém o "Muro da Vergonha" como ele se eleva com a pouca aderência entre as áreas de ZEIS e os Eixos de Estruturação nos quais se dá grande incentivo à construção (Coeficiente de aproveitamento 4).
Também importante destacar que a maior parte das ZEIS previstas são ZEIS-1, ou seja comunidades que já existem morando em assentamentos precários, que foram apenas reconhecidas pelo Poder Público.

A Reforma Política ficou velha?

 

 

A primeira questão em relação à Reforma Política, adiada desde os debates da Constituinte de 87-88, é que quase tudo que se diz a respeito ficou velho demais para esta segunda década do século XXI. Aquilo que era um avanço há 25 anos hoje já pode ser um retrocesso levando-se em conta a era da informação e as conquistas já obtidas em termos de Controle Social.

A guerra, as ruas e a tribuna

A política desde tempos imemoriais não é capaz de libertar-se das metáforas de origem militar para definir-se e conceituar-se não só nos momentos da luta política, que mais se assemelha à guerra, mas dentro da sua própria expressão cotidiana. Os próprios conceitos fundamentais de tática, estratégia e objetivos estão profundamente enraizados ainda na sua origem militar e a ação política está sujeita às mesmas decisões e dilemas que estão associados à doutrina militar.

A voz das ruas

 

 

Não adianta tentar compreender a voz das ruas à luz das pragmáticas análises conjunturais de poder nas quais se transformou a luta política. É necessário resgatar no passado a experiência e conhecimento dos tempos nos quais a política vivia nas ruas, alimentava e era alimentada pelos sonhos das massas, queria elevar o nível de consciência destas massas para dar a elas a condição de cidadão e, neste processo, aprofundava a própria experiência da ação política.

Um texto para desagradar a todos

A tentativa de apropriação da mobilização popular por setores conservadoras, com a clara participação de tropas de assalto de skinheads neonazistas, é um motivo de preocupação e sem dúvida necessita de uma análise mais profunda – a qual nunca dispensa a autocrítica. Porém é também necessário dizer que a tentativa de apropriação também foi feita por aqueles segmentos contaminados com o governismo, a doença senil do esquerdismo atual, o qual por sua vez apressou-se em condenar os novos métodos de organização e mobilização do MPL como produtores do efeito trágico.

Verás que um filho teu não foge à luta

Com que então libertos, hein? Falemos de política, discutamos de política, escrevamos de política, vivamos quotidianamente o regressar da política à posse de cada um, essa coisa de cada um que era tratada como propriedade do paizinho. (...) E aprendamos que, em política, a arte maior é a de exigir a lua não para tê-la ou ficar numa fúria por não tê-la, mas como ponto de partida para ganhar-se, do compromisso,uma boa lâmpada de sala, que ilumine a todos. (...)

O medo do futuro

Há uma perspectiva essencialmente pessimista, portanto em geral conservadora, entre os pensadores que escrevem no período de entreguerras nas décadas de 20 e 30. Toda esta angústia sincera em relação ao futuro que transcende de várias destas obras, associada ao estilo incisivo e refinado, faz com que muitos destes pensadores estejam entre meus preferidos, mesmo sem concordar com muitos dos pontos levantados por eles e até mesmo com suas teses fundamentais.

A pena do povo

No meio das preocupações teóricas de encontrar fronteiras de cultura popular, alta cultura e indústria cultural; de buscar alguns conceitos que poderiam ser resgatados do projeto estético do Realismo Socialista – em especial no que ocorre fora dos países do socialismo real – e relendo muito Jorge Amado que é o ponto focal destas reflexões que tem dividido meu tempo com as lutas cotidianas, uma das questões – aquela que melhor reúne estas duas esferas – teoria e prática – tem sido a arte que é produzida para o povo como público.

A economia da tragédia e o folhetim

 

 

Aristóteles dedica boa parte da sua Poética à defesa de uma proporção no quadro da tragédia, definida em termos de duração e conteúdo de forma um tanto como subjetiva mas precisa como delimitada como devendo “apresentar uma extensão tal que a memória possa também facilmente retê-las” e, na sua trama:

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